Manual do Empreendedor - eBook Gratuito

Dicas e Técnicas para você transformar suas idéias em um Empreendimento de Sucesso

Guia Especial - Gestão

Uma coleção de textos sobre tópicos fundamentais em Gestão nos dias de hoje

O Melhor do Humor no Escritório

eBook Gratuito que compila os melhores textos de humor de Jack DelaVega

Guia Especial - Planejamento de Carreira

Tudo que você precisa saber para fazer um bom planejamento de carreira e atingir os seus objetivos pessoais e profissionais

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Consumerização e a Queda das Barreiras


Tudo começou com a popularização dos telefones celulares. Claro que as pessoas já estavam acostumadas a levar trabalho para casa antes disso, mas, com o celular ficou infinitamente mais fácil que o trabalho as encontrasse depois do expediente. O próximo passo foram os notebooks, completando o conceito que hoje chamamos de mobilidade. A partir daí se tornou efetivamente possível trabalhar onde se quisesse, quando se quisesse. Essa foi a queda da primeira grande barreira entre trabalho e vida pessoal. Até aí nada de novo, o interessante, porém, foi o que veio a seguir.

Recobrando o espaço tomado pelo trabalho, a vida pessoal começou a invadir o escritório. Primeiro foram as redes sociais, rompendo as barreiras dos firewalls empresariais, deixando gerentes de cabelo em pé com a perda de produtividade e possibilidade de vazamento de informações confidenciais. Apesar do alarmismo, o mundo não acabou e as pessoas continuaram produzindo. Mas nada prepararia as velhas empresas para o movimento que viria a seguir: A Consumerização.

Agora, os funcionários, felizes por levar seu trabalho para casa, pela conquista da jornada flexível e pelo movimento work anywhere, everywhere queriam levar seus dispositivos queridos para dentro da empresa. Por que usar o velho e feio Blackberry que a empresa me oferece se posso me conectar via meu iPhone 4s? E se meu notebook pessoal é cinco vezes mais rápido do que eu tenho no escritório, faz todo sentido que eu utilize ele para o trabalho também. Se por um lado as empresas ganham, por deixaram de arcar com custos de hardware e suporte para esses dispositivos, por outro, os departamentos de TI deixam de dormir, pensando nos problemas de segurança causados por essa moda. Isso sem contar o que o RH vai dizer quando ver o que a CLT fala sobre isso.

Meu propósito aqui não é fazer juízo de valor, isso é uma simples constatação. Esse é um movimento sem volta, resistir é inútil. E não se iluda de que isso é uma moda que não chega ao Brasil, pois já chegou. A pergunta do milhão é: Como reagir ao fato?

Para as empresas, resolvidas as questões (nada fáceis) de segurança e legislação, o cenário é extremamente positivo. Tais práticas servirão como diferenciação para atração de talentos para aquelas que souberem lidar com isso. Em pouco tempo a consumerização vai se tornar apenas mais um dos benefícios não tangíveis que empresas oferecem as seus funcionários e a vida segue até o próximo movimento de disruptura organizacional.

O desafio maior, porém, está do lado dos trabalhadores. Com a barreira entre vida profissional e trabalho se tornando cada dia mais difusa, torna-se complexa a separação entre um e outro. Como lidar com o stress gerado por essa mistura? A resposta está justamente na solução encontradas por todos profissionais fora de série: Buscar a mesma satisfação no trabalho que você procura na vida pessoal. A única saída para o sucesso é, e continua sendo, viver suas paixões em ambas as esferas.

[]s
Juarez Poletto

sexta-feira, 23 de março de 2012

Desarmamento


Essa semana resolvi entregar dois revólveres que estavam lá em casa para a campanha do desarmamento. Ao entrar no site da campanha, tudo estava bem explicado. Eu teria que escolher um posto de coleta, gerar uma guia de transporte, efetuar a entrega e receber um código para o saque da gratificação, no valor de R$ 100,00 por arma. Um processo simples e eficiente, pensei. Minha ingenuidade me fez esquecer o fato de estarmos no Brasil.

Escolhi um posto da Brigada Militar perto de onde eu trabalho. A primeira surpresa ao chegar o local foi o ambiente desolador. O posto literalmente caía aos pedaços, com manchas nas paredes, reboco faltando, fios elétricos e cabos de rede à mostra, e finalmente, um pote sujo cheio de comida no meio da sala, onde um vira-latas da vizinhança se alimentava alegremente.

As primeiras perguntas do oficial de plantão foram justamente contra o regulamento da campanha:
- A arma é sua, está no seu nome, tem registro?
A campanha toda prega que a entrega será feita anônima, sem perguntas. Mas, como eu não tinha nada a esconder, esclareci ao policial:
- Sim, ambas tem registro, pertenciam a meu pai e avô.
- Deixa eu ver então.
Tirei com cuidado da mochila o .22 caindo aos pedaços do meu avô, cujo risco maior era matar alguém de tétano, de tão enferrujado que estava. Em seguida peguei o .38 de meu pai, esse em bom estado. Foi nesse momento que eu vi os olhos do policial brilharem, e ele falou:
- Mas esse aqui está quase novo. Por quê você não faz negócio com ele?
- Como?
Perguntei tentando esconder a perplexidade.
- Esse aqui você pode vender. Dá para pegar no mínimo uns R$600,00 por ele. Se você quiser pode deixar ele comigo que eu conheço gente interessada.
O policial foi mais longe:
- Pena que tem registro, senão a gente conseguia pegar mais ainda nela. O que você acha?
Desconversei da maneira mais polida que encontrei, negando rapidamente a proposta. Ao constatar que não iria me convencer a fazer negócio, ele então me explicou:
- A pessoa que faz o recebimento das armas não está aqui hoje, se você quiser mesmo entregar elas é melhor ir direto na polícia federal.

Conto essa história com pesar, pois sou um otimista que acredita realmente que podemos ter um país melhor no futuro. Situações como essa, porém, me asseguram que esse será um futuro que não terei o prazer de presenciar, quem sabe os meus filhos, mais provavelmente meus netos.

[]s
Juarez Poletto

segunda-feira, 12 de março de 2012

Glauber Rocha, Steve Jobs e o Barcelona

Ouvi uma vez em uma entrevista, acho que foi com o Jorge Furtado, de que o principal culpado pela péssima qualidade das produções cinematográficas brasileiras durante as décadas de setenta e oitenta foi o Glauber Rocha.
Para quem não sabe, Glauber foi, talvez, o cineasta brasileiro de maior sucesso internacional. Um dos ícones do cinema novo, ganhou a Palma de Ouro em Cannes por Terra em Transe, além de ter dirigido outros grandes filmes como Deus e o Diabo na Terra do Sol.
Qual então o argumento do Furtado para tal afirmação? Explico: o problema gerado por Glauber Rocha, não foi exatamente culpa dele. Influenciados pela genialidade do diretor, uma nova geração de cineastas passou duas décadas tentando imitar o mestre. Gente, até talentosa, desperdiçava tempo e dinheiro buscando uma estética que não dominavam, gerando filmes que, com o propósito de ser “cabeça”, acabavam tornando-se “sem pé nem cabeça”. Foi um período difícil para a nossa produção cinematográfica, onde os temas e narrativas adotados, em pouco tinham  a ver com a realidade nacional. A dura verdade é que a única coisa que se salva dessa época foram os filmes dos Trapalhões (O Cangaceiro Trapalhão é o meu favorito).
Tenho certeza de que o mesmo raciocínio será aplicado a Steve Jobs na próxima década. Lá por 2025, alguém vai chegar a brilhante conclusão de que o fracasso de várias empresas será relacionado à tentativa de imitar o estilo de Steve Jobs sem possuírem o talento (o texto do meu colega Paulo Krieser ilustra bem isso) ou mesmo a motivação para tal.
E o Barcelona? Bom, acho que vocês já captaram meu ponto. Eu não entendo nada de futebol, mas mesmo assim vou me arriscar em um palpite. Aposto que tem muito clube por aí que, fascinado pela aula de futebol apresentada pelo Barça, vai tentar copiar o modelo, como se fosse a solução para todos os problemas do mundo. Resultado: não duvido que daqui alguns anos algum comentarista conclua que a queda na qualidade do futebol Brasileiro em 2012 vai ser culpa do fantástico time do Barcelona.

[]s
Juarez Poletto

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Guia Especial - Gestão



Esse guia cobre os principais tópicos relacionados a Gestão de Pessoas, Gerenciamento e Liderança, com informações que vão ser úteis tanto para quem está começando na área, quanto para os que já conhecem um pouco do assunto.

Gerenciamento:
- Virei Gerente e Agora?
Não Basta Ser Bom
O Que é um Bom Gerente?
Tirando o Melhor de Cada Um
Disfunções Gerenciais

Liderança:
Motivação 3.0
A Importância de um bom Vilão
- Gerente: Descanse em Paz
- Liderança, Poder e Influência
- O Líder Especialista

Dicas, Técnicas e Boas-Práticas:
Gestores e Educadores
As Oito Regras do Google
Sem Confiança e Respeito não Dá
Liderança na Era da Informação
Será o fim de Maslow?
- Cultura Corporativa: Zappos
- Cultura Corporativa: Netflix

Geração Y
Conflito de Gerações
Entrevista com Sidnei Oliveira
A Gente não quer Só Dinheiro

Contratação e Retenção de Talentos:
Sete Dicas para Retenção de Talentos
Regras de Ouro para Recrutadores
Contratar e Reter os Melhores
Contatação: Dicas e Truques
Como Manter e Desenvolver Talentos

Um grande Abraço da Tribo do Mouse

Guia Especial - Planejamento de Carreira

Fim de férias, volta às aulas, nada mais oportuno então do que retomar os planos feitos na virada do ano, buscar aquela promoção, trocar de emprego, desengavetar o sonho de abrir uma empresa.  Compilamos aqui alguns dos nossos melhores textos para ajudar você a acelerar sua carreira em 2012:

Como Montar um Plano de Carreira:
- Seu Projeto de Carreira (Parte 1)
- Seu Projeto de Carreira (Parte 2)
- Como Planejar Sua Carreira (Vídeo)

Dicas Valiosas de Carreira:
- Esqueça o que te disseram
- Molho Especial
- A importância de assumir riscos na Carreira
- Cinco Regras de Ouro na Carreira
- Falando Francamente

Ferramentas:
- Produtividade Pessoal
- Coaching
- Potencial, Desempenho e Carreira
- Como ter um bom desempenho profissional
- Networking
- Recolocação (Parte1, Parte 2, Parte 3)

Vídeos e PodCasts:
- Conversa com Jack Delavega - Salário
- Conversa com Jack Delavega - SOS Estagiário
- Sete Minutos que pode mudar a sua carreira
- Motivação 3.0

Um grande Abraço da Tribo do Mouse

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Tormentas do Destino


O expediente das pessoas normais já ia terminando, das pessoas normais, mas não o dele. Não tinha medo de trabalho, isso não o assustava, e era fato que já havia se acostumado com a rotina puxada. Mas, a verdadeira razão talvez fosse que, na verdade, ele não possuísse ninguém para voltar. Mais do que tudo, aquele era seu lar.

Um lar em certa parte feliz, diria harmonioso. Pelo menos até seis meses atrás, quando por conta do falecimento do dono da empresa, ele começou a trabalhar para o filho do patriarca. O herdeiro era em tudo o oposto do pai. Incompetente, arrogante e despreparado, eram os principais adjetivos que vinham à mente. Ossos do ofício, ele pensava. Já era vivido o suficiente para saber que volta e meia todos nos deparamos com um idiota no campo profissional, ainda que o novo chefe competisse em nível olímpico na categoria.

Foi chamado à sala do Napoleão, apelido carinhoso do superior. Encontrou-o já bufando:
- Quem é responsável por isso?
Inquiriu, retoricamente.
- Você sabe.
- Para você é Senhor, cadê o diabo do respeito rapaz?
Sentiu mais saudades ainda do velho. Engoliu seco o orgulho:
- O Senhor sabe.
- A qualidade, que já é normalmente baixa, está pior ainda.
Pensou em argumentar, mas sentiu-se cansado demais para isso.
- E...
- E, se a coisa continuar assim vou ser obrigado a demiti-lo. Obrigado não, porque com esse nível de trabalho, parece que você está praticamente me implorando para fazer isso. Hmm, acho que entendi, é bem típico da sua laia. Quer ser demitido para ganhar os benefícios, sacar o fundo de garantia.
Era sua chance, jogar a toalha e sair do ringue carregado.
- Pois é, pelo jeito o senhor decifrou meu plano maligno.
O sujeito percebeu a ironia e perdeu de vez a compostura:
- Ponha-se daqui para fora rapaz. Você está demitido! Só volte aqui amanhã para pegar as suas coisas e assinar os papéis.

No corredor apertou compulsivamente o botão do elevador. Queria sair daquele lugar, deixar tudo para trás, para nunca mais voltar. O elevador chegou. Apertou o térreo, e esperou. Esperou quase enojado com a lentidão na qual o aparelho se deslocava. Ao chegar ao destino saiu apressado. Quando finalmente alcançou a calçada, até o ar quente de uma noite de verão do Rio de Janeiro, pareceu refrescar-lhe. Por alguns metros caminhou devagar, sentia-se miserável, derrotado, mas de alguma maneira aliviado. O pesadelo havia, de certa maneira, acabado.

Então, ouviu um estrondo que mudou seu mundo completamente. Ao olhar para trás, viu o prédio onde trabalhou por mais de quinze anos, desabar em pedaços.

[]s
Jack DelaVega